Portugal

  • 27 de junho de 1214

    O Testamento de D. Afonso II, rei de Portugal entre 1211 e 1223, é um dos documentos mais importantes da História de Portugal pois é o primeiro documento do Estado português em língua portuguesa.
    Datado de 27 de junho de 1214, o documento original – pergaminho nas dimensões de 245 x 495 mm – encontra-se atualmente guardado no Arquivo Nacional Torre do Tombo, em Lisboa.

    O testamento de D. Afonso II, de que terá sido autor um dos Notários da Corte, contém uma assinatura autógrafa e documenta a produção primitiva portuguesa e a tradição de escrita veiculada pela Chancelaria Régia (repartição responsável pela redação, validação, mediante a aposição do selo régio, e expedição de todos os atos escritos da autoria do rei de Portugal e que era presidida pelo chanceler do rei).

    O primeiro exemplar do testamento foi guardado no Cartório da Mitra de Braga, de acordo com uma prática da época em que a corte era itinerante e os reis, também por isso, depositavam os seus testamentos e outros documentos importantes em instituições eclesiásticas sólidas que asseguravam a necessária conservação e salvaguarda dos diplomas.

    Existem, ainda, outros dois exemplares do Testamento de D. Afonso II, um em latim, que pertenceu ao Cartório do Mosteiro de Alcobaça, e que está guardado no Arquivo Nacional Torre do Tombo, e outro que foi enviado ao Arcebispo de Toledo e que se encontra nos arquivos da Catedral de Toledo.

    Fontes: Arquivo Nacional Torre do Tombo

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